Como explicar o autismo para crianças?
Falar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) com crianças é uma atitude importante para construir uma sociedade mais inclusiva e empática. Seja para explicar a uma criança que ela mesma é autista, ou para ensinar irmãos, colegas ou amigos sobre o autismo, é fundamental abordar o tema com clareza, respeito e sensibilidade.
Neste artigo, vamos apresentar estratégias para explicar o autismo para crianças de diferentes idades, respeitando seu nível de compreensão e promovendo valores de acolhimento e diversidade.
Por que é importante explicar o autismo para crianças?
- Promove a inclusão: ajuda crianças a entenderem e respeitarem as diferenças dos colegas autistas.
- Combate o preconceito: reduz o bullying e a exclusão social.
- Fortalece a autoestima: crianças autistas que entendem sua condição têm mais chances de desenvolver orgulho da sua identidade.
- Constrói empatia: mostra que todos têm talentos, dificuldades e formas diferentes de se comunicar e de aprender.
Como adaptar a explicação conforme a idade?
Crianças pequenas (3 a 6 anos)
- Use linguagem simples e direta.
- Utilize exemplos concretos e positivos.
- Reforce que todos somos diferentes e que essas diferenças são boas.
“Sabe como cada pessoa tem uma cor de cabelo diferente? Tem gente que fala muito, tem gente que fala pouco. Pessoas autistas às vezes aprendem ou brincam de um jeito diferente, mas isso é só parte de quem elas são.”
Crianças em idade escolar (7 a 12 anos)
- Pode-se aprofundar um pouco mais.
- Explicar que o autismo afeta como a pessoa percebe o mundo, fala, brinca ou aprende.
- Incentivar perguntas e responder com honestidade.
“Algumas pessoas autistas podem achar barulhos muito altos ou preferir ficar sozinhas às vezes. Isso não significa que não queiram amigos. Só significa que elas sentem o mundo de um jeito especial.”
Adolescentes (13 anos ou mais)
- Falar de forma mais aberta e madura.
- Abordar o conceito de neurodiversidade a ideia de que cérebros diferentes são uma parte natural da diversidade humana.
- Encorajar a reflexão sobre inclusão, direitos e respeito às individualidades.
“O autismo é só uma maneira diferente de o cérebro funcionar. Pessoas autistas têm pontos fortes e desafios, como qualquer pessoa. O importante é que todos tenham as mesmas oportunidades e respeito.”
Como explicar para uma criança que ela mesma é autista?
- Escolha um momento calmo e acolhedor.
- Use uma abordagem positiva, ressaltando as qualidades da criança.
- Evite termos pejorativos ou que indiquem que o autismo é algo errado ou ruim.
- Enfatize que o autismo é apenas uma parte de quem ela é não a define por completo.
“Você já percebeu que gosta muito de saber tudo sobre dinossauros e que às vezes prefere brincar sozinho? Isso é parte de como seu cérebro funciona. Isso se chama autismo. É só uma palavra para explicar como você é incrível e vê o mundo de um jeito diferente.”
Recursos que podem ajudar a explicar o autismo
- Livros infantis sobre autismo, como:
- “O Pequeno Príncipe Autista” (Adriana Fóz)
- “Tudo bem ser diferente” (Todd Parr)
- Desenhos e animações, como:
- Episódios de “Vila Sésamo” com a personagem Julia, que é autista.
- Histórias sociais: pequenas narrativas que ajudam a criança a entender situações e comportamentos.
Utilizar materiais visuais torna o conceito mais concreto e acessível.
Dicas práticas para a conversa
- Seja honesto: responda perguntas sem inventar ou omitir informações importantes.
- Seja positivo: destaque que diferenças tornam o mundo mais interessante.
- Respeite o tempo da criança: ela pode precisar de vários momentos para entender e aceitar a informação.
- Deixe espaço para sentimentos: aceite dúvidas, medos ou curiosidade sem julgamento.
O que evitar ao explicar o autismo
- Não usar o autismo como desculpa para comportamentos inadequados (“ele faz isso porque é autista”) isso reforça estigmas.
- Não tratar o autismo como uma doença a ser “curada”.
- Evitar linguagem negativa ou que passe a ideia de deficiência como falha.
Conclusão
Explicar o autismo para crianças é um ato de respeito, amor e educação. Ao falar de maneira clara, positiva e adaptada ao entendimento da criança, ajudamos a construir um mundo mais empático, onde todas as formas de ser são reconhecidas e valorizadas.
Mais do que informar, essa conversa é uma oportunidade de ensinar que a diferença é uma riqueza e que cada pessoa tem seu valor único no mundo.
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