Autismo é uma doença?
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que, por muito tempo, foi cercada de preconceitos e mal-entendidos. Entre as dúvidas mais comuns está a questão: autismo é uma doença? Essa pergunta é compreensível, pois remete à forma como as diferenças neurológicas foram tradicionalmente vistas. Porém, com o avanço da ciência e uma nova compreensão sobre o cérebro humano, a resposta é clara e importante: o autismo não é uma doença.
Neste artigo, vamos explicar por que o autismo é considerado uma condição do neurodesenvolvimento, como ele se manifesta e a importância de mudar o olhar da sociedade sobre o assunto.
Entendendo o que é doença
Antes de responder diretamente, é importante definir o que se entende por "doença". De forma geral, doença é uma alteração do estado normal do corpo ou da mente, causada por fatores externos ou internos, que geralmente provoca sintomas e que pode ou não ter cura mediante tratamento.
Exemplos clássicos de doenças são infecções, como gripe, ou condições como diabetes. Elas alteram funções normais do organismo e, em muitos casos, surgem após um período de vida saudável.
Quando olhamos para o autismo sob essa ótica, fica claro que ele não se encaixa na definição de doença.
O que é o autismo, então?
O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento, ou seja, uma forma diferente de o cérebro se desenvolver e funcionar. Desde muito cedo ainda durante a gestação ou nos primeiros anos de vida o cérebro de uma pessoa autista se organiza de maneira diferente em termos de processamento de informações, percepção sensorial, linguagem, interação social e comportamento.
Essas diferenças não surgem por infecção, vírus, trauma ou outros fatores externos típicos de doenças. Elas são inerentes à constituição neurológica da pessoa.
Portanto, o autismo não é algo que a pessoa "contrai", e também não é algo que possa ser "curado". É uma maneira distinta de ser.
A perspectiva da neurodiversidade
Um conceito que ajuda a reforçar esse entendimento é o de neurodiversidade. A ideia da neurodiversidade reconhece que variações no funcionamento do cérebro, como o autismo, o TDAH e a dislexia, são formas naturais da diversidade humana, assim como diferenças físicas, culturais ou linguísticas.
Assim, ser autista não significa estar "doente", mas sim ter uma neurologia diferente, com seus próprios desafios e suas próprias forças.
Adotar essa perspectiva é crucial para combater o estigma e promover a inclusão.
Por que o autismo foi visto como doença no passado?
Durante boa parte do século XX, o autismo era pouco compreendido. Muitas vezes, as dificuldades enfrentadas por pessoas autistas principalmente nas áreas de comunicação e socialização eram vistas como "sintomas" de um distúrbio grave que precisava ser "corrigido" ou "eliminado".
Esse olhar patologizante contribuiu para práticas discriminatórias e tratamentos inadequados, que focavam mais em tentar "normalizar" a pessoa do que em ajudá-la a desenvolver seu potencial de maneira respeitosa.
Com o avanço das pesquisas, especialmente a partir dos anos 1990, tornou-se claro que o autismo não é um defeito, mas sim uma diferença neurológica legítima.
Implicações práticas dessa compreensão
Reconhecer que o autismo não é uma doença muda tudo, especialmente em termos de:
- Tratamento e intervenções:
O foco não deve ser "curar", mas sim apoiar o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas e adaptativas, respeitando a identidade da pessoa. - Educação:
As abordagens pedagógicas devem ser adaptadas às necessidades e ao estilo de aprendizagem do aluno autista, sem tentar forçá-lo a se adequar a padrões neurotípicos. - Direitos:
Pessoas autistas têm direito a inclusão, acessibilidade e respeito às suas particularidades, da mesma forma que qualquer outro cidadão. - Relações sociais:
Compreender o autismo como uma diferença reduz o preconceito e promove relações mais empáticas e significativas.
Os desafios existem
É importante dizer que reconhecer o autismo como uma diferença e não como uma doença não minimiza os desafios que muitas pessoas autistas enfrentam.
Dificuldades na comunicação, interação social, sensibilidades sensoriais extremas e ansiedade são reais e podem impactar profundamente a vida diária.
Por isso, os apoios adequados são fundamentais, como terapias, adaptações no ambiente e compreensão social. A diferença está em como olhamos para essas necessidades: não como um "defeito" a ser corrigido, mas como uma parte natural da diversidade humana que merece suporte e respeito.
Conclusão
O autismo não é uma doença. É uma forma única de vivenciar o mundo, que traz tanto desafios quanto talentos. Ao compreender o autismo dessa maneira, estamos não apenas quebrando estigmas, mas também construindo uma sociedade mais justa e inclusiva, que reconhece o valor da diversidade em todas as suas formas.
Promover o entendimento correto sobre o autismo é um passo essencial para que mais pessoas autistas possam viver com dignidade, autonomia e reconhecimento. A aceitação começa com a informação e a mudança começa com cada um de nós.
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