Fisioterapia no autismo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta, entre outras áreas, a comunicação, o comportamento e a interação social. No entanto, muitas pessoas com autismo também enfrentam dificuldades motoras, como atraso no desenvolvimento físico, alterações no tônus muscular e problemas de coordenação. É nesse contexto que a Fisioterapia ganha destaque como parte importante do acompanhamento terapêutico. Neste artigo, vamos entender como a fisioterapia atua no autismo, quando é indicada e quais benefícios pode oferecer ao longo da vida.
O que é Fisioterapia?
A fisioterapia é uma área da saúde que trabalha com a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de alterações no movimento humano. Seu foco está na melhora da força muscular, coordenação, equilíbrio, postura, mobilidade e funções motoras de maneira geral.
No contexto do autismo, a fisioterapia busca proporcionar mais autonomia e funcionalidade, adaptando-se ao perfil único de cada indivíduo.
Por que a Fisioterapia é importante no autismo?
Muitas pessoas com TEA apresentam:
- Atraso no desenvolvimento motor global (sentar, engatinhar, andar).
- Hipotonia muscular (baixo tônus, músculos mais “moles”).
- Hiperatividade motora (movimentos excessivos e desorganizados).
- Pobre consciência corporal (dificuldade em perceber o próprio corpo no espaço).
- Estereotipias motoras (movimentos repetitivos, como balançar ou girar).
- Alterações na marcha e na postura.
A fisioterapia ajuda a organizar esses movimentos, melhorar o controle corporal e ampliar as possibilidades de participação nas atividades do cotidiano.
Objetivos da fisioterapia no TEA
A fisioterapia no autismo tem como metas principais:
- Estimular o desenvolvimento motor adequado.
- Melhorar a coordenação motora fina e grossa.
- Trabalhar equilíbrio, marcha e postura.
- Reduzir comportamentos motores desorganizados.
- Promover maior autonomia para as atividades da vida diária (AVDs).
- Favorecer a participação em ambientes como escola, lazer e esportes.
Como são feitas as sessões de fisioterapia no autismo?
As sessões são personalizadas e adaptadas ao perfil de cada pessoa. Elas podem incluir:
- Atividades lúdicas: com bolas, cones, cordas, colchonetes, obstáculos.
- Exercícios de fortalecimento muscular.
- Tarefas para melhorar o equilíbrio e a marcha.
- Treinos de coordenação e orientação espacial.
- Brincadeiras motoras em grupo (quando o objetivo também é trabalhar socialização).
- Integração com outras terapias, como psicomotricidade e terapia ocupacional.
Tudo é feito com o objetivo de tornar o corpo mais funcional para o dia a dia.
Diferença entre Fisioterapia e Terapia Ocupacional no autismo
| Fisioterapia | Terapia Ocupacional |
|---|---|
| Foca em movimento físico e motor. | Foca em funcionalidade e autonomia nas atividades do cotidiano. |
| Atua em força, tônus, marcha, postura. | Atua em autocuidado, habilidades motoras finas, integração sensorial. |
| Usa recursos físicos e biomecânicos. | Usa recursos terapêuticos do cotidiano (brincar, vestir, comer). |
Benefícios da fisioterapia para pessoas com autismo
1. Desenvolvimento motor
- Melhora nas habilidades básicas como andar, correr, subir escadas, pular.
- Redução do atraso motor global.
2. Correção postural
- Intervenção em desvios de postura que possam surgir por má organização corporal.
3. Melhora da consciência corporal
- A criança ou adulto aprende a entender melhor onde seu corpo está no espaço, o que facilita atividades escolares, esportivas e sociais.
4. Redução de estereotipias
- Trabalhar o corpo pode ajudar a diminuir comportamentos motores repetitivos quando causados por desorganização sensorial.
5. Estímulo à autonomia
- A melhora da mobilidade e da coordenação permite maior independência no dia a dia.
Quando buscar fisioterapia para autismo?
Sinais de que a fisioterapia pode ser indicada incluem:
- Atraso motor desde os primeiros meses ou anos.
- Dificuldade para andar, correr ou manter o equilíbrio.
- Dificuldades para brincar com jogos de movimento.
- Queixas de cansaço excessivo ou fraqueza muscular.
- Rigidez muscular ou movimentos descoordenados.
- Desequilíbrio ao subir ou descer escadas, ou tropeços frequentes.
A fisioterapia é indicada apenas para crianças?
Não. Embora a intervenção precoce seja sempre o ideal, a fisioterapia pode ser iniciada em qualquer fase da vida inclusive na adolescência e na vida adulta com objetivos que vão desde:
- Ajudar no preparo para o mercado de trabalho.
- Melhorar a postura para estudar ou trabalhar.
- Prevenir dores crônicas e tensões musculares.
A fisioterapia pode ser integrada com outras terapias?
Sim, e deve ser. O trabalho fisioterapêutico costuma estar integrado a um plano terapêutico multidisciplinar com:
- Fonoaudiólogos.
- Terapeutas ocupacionais.
- Psicólogos.
- Educadores físicos.
- Terapeutas ABA.
Essa abordagem garante um cuidado mais completo e centrado nas reais necessidades da pessoa.
Conclusão
A fisioterapia é uma grande aliada no cuidado com pessoas autistas, promovendo saúde física, desenvolvimento motor e autonomia. Ao respeitar o ritmo e as características únicas de cada indivíduo, essa intervenção ajuda a transformar limitações em potencialidades.
Mover o corpo é também uma forma de se conectar com o mundo e a fisioterapia abre caminhos para que essa conexão seja mais fluida, segura e significativa.
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